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Teste usa inteligência artificial para detectar demência

Pesquisadores de uma universidade japonesa desenvolveram um teste baseado em inteligência artificial para ajudar a detectar sinais precoces de demência em pacientes.

Atualmente, são usados testes de função cognitiva (como o exame do estado mental) em conjunto com exames de imagem. A bateria de testes pode ser caro, consumir tempo e ser desgastante para alguns pacientes. Por outro lado, o envelhecimento da população pode levar a mais pessoas desenvolverem a doença daqui para frente, o que torna necessário desenvolver testes simples, mais rápidos e eficientes para diagnosticar a doença.

Um grupo formado por pesquisadores da Universidade de Osaka e do Instituto de Ciência e Tecnologia de Nara demonstrou que é possível detectar sinais de demência durante conversas em uma interação com uma figura humana. Este teste utilizou a tecnologia de “machine learning”: um computador aprende as características de som de pessoas idosas que respondem questões fáceis de avatares de um computador.

Os pesquisadores propuseram algoritmos de machine learning para detectar sinais de demência em seu estágio inicial. Eles criaram um modelo baseado em características de fala, linguagem e expressões faciais dos participantes idosos. Com esse material gravado, um computador foi capaz de diferenciar pessoas com demência do grupo de gente saudável em uma proporção de 90% com um questionário de seis perguntas.

A equipe preparou questões baseadas em testes de neuropsicologia, que foram usadas em todas as entrevistas, e questões variáveis baseadas em testes específicos. Foram gravados os dados da interação de diálogos falados de avatares com 12 participantes com sinais de demência e 12 indivíduos saudáveis do grupo de controle.

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Imagens do teste usado pelos pesquisadores para detectar sinais de demência. (a) Introdução:”Qual seu nome?”; (b) Medição do olhar; (c) Teste de leitura; (d) Pergunta que consta em todas as entrevistas: “Que dia é hoje?”; (e) Pergunta variável: “Como está o seu apetite?”; (f) Teste para repetir uma história: “Por favor, memorize a história que vou contar”.
Imagem: Universidade de Osaka

 

Os pesquisadores extraíram as características da fala, linguagem e imagem dos dados gravados e criaram um modelo para detectar demência e programaram um computador a aprender a detectar a doença.

O computador foi capaz de distinguir entre pessoas saudáveis do grupo de controle e indivíduos com demência com uma precisão de 92%. Isso foi possível ao combinar características de demência, como atraso para responder determinadas questões dos avatares, entonação, articulação da voz e a capacidade de pronunciar um certo percentual de palavras e verbos.

Takashi Kudo, um dos autores da pesquisa, disse que “se esta tecnologia for desenvolvida ainda mais, será possível saber se um idoso está ou não nos estágios iniciais de demência através de uma conversa com um avatar de computador em sua casa, sem sair de sua rotina diária. Isso vai encorajá-los a procurar ajuda médica, levando a um diagnóstico precoce”.

 

FONTES

Eurekalert

Internet of Business

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