Games Big Data Extractta

Games usam big data para obter receita e melhorar experiência do jogador

O mercado de games cresce no Brasil, mesmo em período de crise no país. Relatório da Newzoo, empresa especializada em inteligência de mercado global na área de jogos, aponta que o número de gamers no Brasil deve crescer em 2018 e movimentar cerca de US$ 1,5 bilhão. Nesse cenário, a aplicação de big data ganha papel de relevância na indústria de jogos digitais.

No ranking global, o Brasil está em 13o lugar, com 73,5 milhões de gamers.

Os números mostram a potência da indústria de jogos não só no Brasil. No cenário global, cerca de 2,3 bilhões de gamers devem gastar US$ 147,9 bilhões em jogos em 2018, um crescimento de 13,3% em relação ao ano anterior. Os jogos digitais representam 91% do mercado global, com US$ 125,3 bilhões, segundo o relatório “Global Games Market Report”, da Newzoo, divulgado este ano.

Segundo o relatório, a receita para jogos para mobile deve alcançar US$ 70,3 bilhões. Desta forma, os jogos para mobile continuam como o maior segmento do mercado, além de responderem pela primeira vez na história por 50% da receita total do mercado de games digitais.

Jogos de console são o segundo maior segmento gerando US$ 34,8 bilhões. Jogos para PC devem acumular US$ 32,9 bilhões.

As análises ainda apontam para a continuidade de tendência de crescimento nos próximos anos. É com essa perspectiva que a indústria de games tem adotado o uso de big data em jogos online. O objetivo é buscar a compreensão de como monetizar com os games, otimizar os ganhos ou ainda melhorar a experiência do jogador.

No campo do design de games, big data ajuda a destacar a importância de oferecer a melhor experiência aos usuários. Usar dados de comportamento para atualizar um jogo de acordo com o que funciona significa produzir games que são desafiadores, mas não algo que os gamers vão se sentir frustrados e vão desejar abandonar o jogo.

A Zynga, por exemplo, desenvolvedora de jogos online como FarmVille, usa os dados para compreender melhor a importância de dar o que os jogadores desejam. A empresa monitora e grava o comportamento do jogador para buscar insights para aprimorar seus jogos.

No campo do marketing, big data ajuda a entregar anúncios personalizados ao jogador. As indústrias em geral têm evitado as campanhas agressivas de anúncios irrelevantes e estão buscando criar interações altamente personalizadas. A ideia é que os gamers encontrem nos jogos anúncios que possam apreciar e não desprezar.

A elaboração de versão freemium (quando o usuário é isento de pagar, mas há a possibilidade de ser cobrado por um material adicional) é outro caso que adota big data. Os jogadores não pagam imediatamente, mas podem desejar pagar para ampliar sua experiência no jogo ou ter algum tipo de benefício (como compartilhar seu jogo com outros gamers).

Esse tipo de monetização funciona se houver dados em sua base. Usando big data, os desenvolvedores do jogo podem medir, prever e acompanhar o comportamento do jogador com precisão para otimizar a experiência e ampliar a chance de fazer o gamer converter para o modelo pago do jogo.

FONTES

CIO

Jornal Estado de Minas

Newzoo

 

SUGESTÃO

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