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Como big data ajuda no abastecimento de água e no combate a seca e inundações

A água é um recurso vital com efeitos importantes na saúde, meio ambiente e economia. Milhões de pessoas enfrentam escassez de água e outros lidam com problemas como inundação e poluição. Usar tecnologias para o gerenciamento da água é uma oportunidade para lidar com essas questões.  E o big data pode ter um papel relevante.

As agências responsáveis pelo gerenciamento de água em diferentes países devem encontrar soluções para economizar, reusar e reciclar água de acordo com circunstâncias específicas de clima, economia e ecologia. Ao mesmo tempo, elas se confrontam com um número crescente de demandas importantes, como o gerenciamento da qualidade da água, da rede de distribuição e o monitoramento do uso da água.

Para essas necessidades, sensores como medidores de pressão e fluxo de água podem ser usados para gravar a situação da rede e monitorar o consumo em tempo real.

Alguns órgãos de gerenciamento de água são responsáveis por milhões de consumidores, com uma rede de distribuição de milhares de quilômetros, centenas de usinas de tratamento e uma vazão de bilhões de litros de água por dia. Esses casos necessitam de um investimento gigantesco em infraestrutura e TI e ainda sem ter a certeza de quando esse valor será pago.

Uma possibilidade é verificar para quais usos uma companhia de água está interessada na tecnologia e fazer testes com protótipos e ferramentas experimentais.

Gigantes da tecnologia como a IBM desenvolveram algoritmos que permitem detectar falhas e consumo anormal, além de informar com rapidez vazamentos e desperdício de água. Esses algoritmos são baseados em mineração de dados, machine learning (aprendizado de máquina) e técnicas de análises estatísticas para estudar padrões históricos. Com isso, é possível prever as demandas de consumo sazonal de uma família ou um bairro, em um nível micro, e de uma cidade, em uma análise macro.

A província de Ontario, no Canadá, possui uma plataforma de pesquisa de água que inclui mais de 120 sensores instalados ao longo de mais de 77 km2 do Rio Grand. A região engloba áreas urbana e rural e sistemas de água para o setor agrícola e abastecimento para milhares de pessoas.

Nessa plataforma, os dados são atualizados a cada 15 minutos com uma série de informações (mais de 600 dados a cada hora), que incluem temperatura da superfície, umidade do solo, vazão e qualidade da água.

Os dados permitem aos pesquisadores compreender a bacia hidrográfica do Rio Grand, fornecendo detalhes como quando, como e onde a água flui.

Com o acúmulo de dados é possível criar modelos preditivos para determinar inundações ou secas, além de informar os agricultores sobre os melhores usos da água para suas plantações.

Em casos onde os recursos hídricos estão em situação limite, a análise de dados se tornou um caminho com o melhor custo benefício para evitar potenciais crises.

Na Holanda, por exemplo, 55% da população vive em áreas propensas a inundação. Atualmente, o gerenciamento de água, que inclui secas, prevenção a inundação e redução do nível da água, custa em torno de sete bilhões de euros. Estimativas apontam que esses custos devem sofrer uma adição de mais dois bilhões de euros em 2020.

 

FONTES

Analytics Insight

Civil + Structural Engineer

KM World

SAP

 

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